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Entrevista com Penny Bernath, 5º Dan Por: Malory Graham, 3rd Dan
[Nota do Editor: Penny Bernath é uma instrutora na Aikikai da Florida. Ela é conhecida por toda a USA pela sua forte técnica, cativante personalidade e o seu nível de organização. Com o seu marido, Peter Bernath, são os organizadores do Seminário Anual de Inverno em Ft. Lauderdale, Florida.
Esta entrevista foi editada pela Aikido online. Photos cortesia da Florida Aikikai.
Como começou, quando e onde iniciou a prática do Aikido?
Steve House
foi o meu primeiro Sensei. Ele era um Professor muito sério, eu adorei e
respeitei-o sempre. Foi difícil ter um novo instrutor no Dojo? Foi uma situação difícil para o Peter e para os alunos do Steve. Os praticantes que existam eram leais ao Steve, usavam o seu estilo e as suas maneiras. Peter não era um Professor com experiência, embora tivesse um enorme talento. Os alunos na sua maioria saíram. Foi muito complicado manter a escola e começar tudo de novo. Eu lembro-me de Kanai Sensei perguntar-nos uma vez. - Quantos cintos
pretos têm no Dojo? Nós olhamos um para o outro e respondemos. - Nôs
os dois.
O que é ser mulher instrutor? As mulheres têm especiais desafios? Penso que na primeira vez que considerei o meu género feminino, foi
depois do exame para cinto negro em que comecei a ensinar o Aikido a 2
classes por semana. Especialmente na minha primeira classe que
ensinei, lembro-me muito bem eram só homens na classe, ao meu redor. Tenho que confessar, eu não penso que Aikido seja para Homens ou seja
para mulheres, não é isso que está em causa. Penso que se estiver no lugar
certo no momento certo irá criar um poderoso movimento que irá misturar a
sua energia com a do seu parceiro de treino.
Tenho
dois filhos, uma rapariga de 13 anos e um rapaz de 17 anos. Estou a
trabalhar no mestrado de educação e sou 5ºDan cinto preto de Aikido.
Já usou o Aikido para se defender na rua? Sim, a alguns anos quando eu fui sozinha aos Correios, era jovem e
inocente, assim que cheguei notei que havia ali uns jovens um pouco
suspeitos, não liguei importância e continuei. Eu rodei sobre os meus pés instintivamente e o sujeito perdeu o equilíbrio, de repente um outro agarrou-me por trás pelo pescoço, de novo rodei sobre os meus pés (Como tantas vezes faço no Aikido.) o sujeito perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Os dois olharam para mim surpreendidos e começaram a correr. Pensei acerca deste acontecimento e compreendi que tinha sido o Aikido, eu apenas tinha misturado os movimentos do Aikido com o do atacante. O confronto foi resolvido sem confrontos físicos sem agressões. |