Os cinco
em França: de 10-06-2010
"Os
cinco em França",
parece um titulo de um livro! Não é certamente sobre
essa famosa colecção que também eu li muitas vezes,
que irei falar neste tema. No entanto, será como
uma das muitas aventuras dos "Cinco", o que irá
ser aqui descrito.
Depois de ter sido convidado
pelo meu antigo aluno em França para ir lá dar um
estágio de Aikido, foi necessário comprar os bilhetes
de avião para Toulouse. Fiquei entregue a essa tarefa
de adquirir os bilhetes pela Internet e assim comecei
por o fazer.
A primeira oferta foi pela TAP, era um Voo directo de Lisboa para Toulouse,
mas ao falar com alguns dos meus amigos e alunos
que iriam acompanhar-me, veio logo ao de cima a
necessidade de escolher uns mais baratos pela EasyJet.
Estes da EasyJet eram mais baratos e nem por sombras
eu sonhava que incluíam umas quantas aventuras pelo
meio.
A EasyJet não faz
ligação Lisboa para Toulouse, por isso comprei os
cinco bilhetes de Lisboa para Madrid e depois comprei
outros cinco bilhetes de Madrid para Toulouse, ida
e volta claro. Pensámos que não estava nada mal,
só tínhamos que esperar cerca de 2 horas pela ligação
em Madrid, tanto na ida como na volta, era perfeito.
Assim que acabei
de pagar os bilhetes pela Net com o cartão Visa,
(Eles nem sabem desta parte, que estou a contar
agora.) é que notei que as datas não ficaram bem,
supostamente devíamos embarcar no dia 3 de Junho
Feriado Nacional, mas a data do bilhete de Madrid/Toulouse
ficou com a partida para o dia 4 de Junho. Até gelei
quando reparei nas datas, como é que foi possível
tal asneira? Perguntava eu a mim próprio, como dar
volta ao problema sem perder muito dinheiro. Afinal
a idéia de poupar dinheiro tinha falhado e os outros
não tinham que sofrer pela minha falha, pensava
eu incessantemente sem descanso.
Fui almoçar pensando
como solucionar o problema, já tinha visto outras
datas e outros preços e era de arrepiar a mudança
que deveria fazer, de outro modo ninguém iria a
França. Portanto, decidi não irmos no dia 3 e mudar
os 5 bilhetes (O que assustava era o fato de ser
5 bilhetes de uma vez.) de Lisboa/Madrid para o
dia 4, afinal só tinha uma penalização pequena e
os preços eram só mais 20 euros cada. Mesmo assim
ainda poupámos cerca de 50 euros cada um, quando
comparamos com os preços da TAP.
Passados alguns
dias, começa as preocupações com o Vulcão, já tínhamos
dúvidas se iríamos a França, com tanto Vôo cancelado
e tantas dificuldades anunciadas. Para facilitar
a EasyJet altera o horário de saída de Lisboa, supondo
que na data do embarque iria haver problemas com
o Vulcão, assim em vez de irmos às 8.30h tivemos
o Vôo alterado para as 6.35h da madrugada,
duas horas antes do que estava marcado.
Levantar da cama
às 3h da manhã para estar no Aeroporto 2 horas antes,
era de loucos numa viagem doméstica de 50 minutos,
o que nos valeu foi o Check-in feito na Net que
facilitou a hora de chegada ao Aeroporto.
A esposa de um dos
meus
amigos e alunos
é que nos levou ao Aeroporto (Uma
senhora
grande amiga,
uma
senhora
5 estrelas, o nosso obrigado pelo sacrifício.),
também foi ela que nos foi buscar.
Sem
problemas entrámos para o avião na hora prevista.
Um dos nossos
amigos
mostrou interesse em sentar-se nas primeiras filas,
segundo ele, haveria menos turbulência do que nos
lugares a meio do Avião, de fato não houve turbulência
durante o Vôo.
Chegámos
a Madrid sem problemas, os problemas começaram depois,
eram 8h da manhã mais uma hora do que em Lisboa,
recordou alguém do grupo. O nosso Vôo estava marcado
para dali a 5 horas, tínhamos montes de tempo e
nada para fazer naquele pequeno sector do Aeroporto.
Um do grupo viu uns óculos de Sol, daqueles de marca,
que lhe assentava como uma luva, o qual comprou
e passou a usar mesmo dentro do Aeroporto. Talvez
fosse do efeito de ter dormido pouco, ninguém reparou
que dentro do Aeroporto não havia Sol, talvez fosse
para fazer parte do estilo de algum cantor, ninguém
sabe ao certo.
Também é verdade que ninguém lhe perguntou.
Chegou
a hora marcada e nada de Avião, os altifalantes
anunciavam que estavam a proceder a ajustes nos
sistemas de navegação e que seria normal alguns
atrasos nos Vôos. Cá para mim foi uma desculpa,
eram 13h hora de almoço em Espanha, o pessoal do
Aeroporto tinha um almoço de grupo ou uma festa
de aniversário e foram inventando aquelas desculpas
durante o tempo que durou a festa. Mais 2 horas
de atraso, só às 15.30h é que embarcámos para Toulouse,
já tínhamos comido umas sandes de presunto e bebido
umas cervejinhas e conversado tudo. Até mesmo sobre
aquela senhora com um corpo admirável, que alguém
se apressou a afirmar que se tratava de uma imitação,
que ela não era ela, mas sim um ele.
-Já repararam nos ombros? É um travesti de certeza.
Dizia outro. -Não é nada, cá para mim é uma atleta
de natação. Já viram aqueles músculos das pernas?
Por sorte e para
dar descanso ao nosso inquieto espírito, ele ou
ela escondeu-se atrás dum pilar do Aeroporto, enquanto
nós íamos embarcando calmamente para o nosso Vôo.
De novo o nosso amigo escolheu os lugares da frente,
não havia lugares marcados nos bilhetes, era sentar-se
onde quisesse e ele não teve dúvidas, não fosse
haver muita turbulência.
A chegada
a Toulouse foi impecável e sem turbulência, já tínhamos
à nossa espera o nosso amigo de Foix, (Lê-se Fuá;
ainda há quem fale da língua Portuguesa! E o que
dizer dos Franceses que escrevem uma coisa e dizem
outra?!), o qual nos levou numa Carrinha de 9 lugares
até à sua cidade.
Durante o percurso ainda houve tempo para fazer
algumas comparações entre França e Portugal, especialmente
sobre o tamanho dos radares de controlo de velocidade,
que agora em França são mais pequenos do que os
de Portugal. Ainda bem, pensou alguém, que temos
algumas coisas maiores que a dos Franceses.
Foix é uma cidade
de cerca de 10 mil habitantes e de uma beleza simplesmente
admirável, entre montanhas com um rio correndo pelo
centro da cidade, uma exuberante vegetação de uma
beleza impressionante.
Ricardo um jovem
Setubalense é um exemplo para todos os jovens não
só do nosso País, mas também do Mundo. Com o apoio
da sua Tia e marido, foi para aquele lugar mesmo
quando em Portugal muitos o aconselharam a não sair
do País (Eu incluído), começou por arranjar trabalho
num Supermercado, vivendo num pequeno quarto alugado.
Hoje Ricardo está
a reconstruir uma casa antiga, situada junto à montanha
com um pequeno terreno incluído, vivendo maritalmente
com uma jovem Francesa. Ricardo demonstra um sentido
de responsabilidade e auto-disciplina simplesmente
admirável. Perfeitamente integrado na comunidade,
ele é admirado e respeitado tanto por Franceses
como por Portugueses, tendo o Aikido como meio de
chegar ao coração de todos os que o rodeiam.
Todos os dias da
semana incluindo o Sábado, Ricardo ensina Aikido.
O seu grupo é grande e constituído por muitas crianças,
é nas crianças que assenta o maior número de praticantes.
Tem também alguns cintos negros de outras Artes
Marciais, que procuram treinar o Aikido nas suas
classes.
França
é de longe um Pais com mais condições para a prática
do Desporto do que o nosso País. Também a riqueza
de um e outro Pais não se compara e talvez seja
essa a principal razão para tantas facilidades em
França.
Também é verdade que a mentalidade do Povo Francês
em relação ao Desporto é muito diferente da nossa,
já tinha verificado isso nas outras 4 viagens que
tinha feito a França e durante os vários dias que
convivi com os Franceses.
O Francês em geral
gasta dinheiro com o Desporto e evita gastar dinheiro
com o café ou em cigarros, é provável que hajam
exceções como as há em todo o lado. Aqui no nosso
Pais conheço muitas pessoas que preferem gastar
dinheiro (E tempo) na Esplanada de um qualquer Café
ou em Bares, até mesmo em tabaco e depois dizem
que não têm tempo ou não têm dinheiro para ir ao
Ginásio ou praticar qualquer atividade ao ar livre.
É na saúde que se sente as diferenças, de uma ou
outra forma de pensar e agir.
Voltando
a Foix, chegámos ao momento das acomodações. O nosso
amigo tinha-nos dito que iríamos ficar alojados
na sua casa e que eu iria para um Hotel, o qual
de seguida fomos ver.
Para ser honesto eu preferia ficar com os meus amigos
e companheiros, já lá vão alguns anos de amizade
e é sempre agradável uma boa conversa entre amigos.
O Hotel tinha uma fachada histórica, dava a sensação
de estar bem conservado. No interior as coisas foram
um pouco diferentes, o quarto não agradou nem a
mim nem ao Ricardo e de pronto tomámos a decisão
de enviar 2 para outra casa, dum Francês, Presidente
da Associação de Aikido de Foix, escolhendo um dos
que sabia falar bem Francês. É verdade que poderíamos
ir para outro Hotel, ficarmos todos juntos, não
seria uma despesa impossível. Mas ficar na casa
de um amigo e aluno, com varanda para a Serra, com
o som do silêncio e o perfume da natureza, era sem
dúvida muito melhor.
O
jantar foi carne assada no fogareiro em alegre cavaqueira,
com umas cervejinhas pelo meio. Rapidamente as horas
foram passando, levando todos a pensar que estava
na hora de ir dormir, até porque nem tínhamos dormido
na noite anterior e muito pouco durante a
viagem. O Estágio do dia seguinte também foi outra
das razões, estava marcado para as 9h e terminaria
às 12h, sempre seriam 3 horas a bater com o corpo
no tapete.
Caí na cama e caí
da cama, é verdade! Uma cama de casal bem boa, mas
com uns pés muito ao centro. Quando me sentei na
borda da cama eis que a cama tomba e aqui o nosso
amigo deu uma valente escorregadela direito ao chão
à velocidade superior à do pensamento, o treino
tinha começado mais cedo, pensei, enquanto ria baixinho
do sucedido. Houve também quem se apropriasse de
algumas almofadas, aquele que tinha um buraco no
sapato ou no próprio pé (Já vamos saber sobre esta
do buraco no sapato.) foi deitar-se no quarto com
outro, em camas separadas,
claro.
Avisado pelo próprio,
o nosso amigo preparou-se para a noite que se avizinhava
e assim que foi acordado pelo roncar do "motor"
fora de borda, do seu companheiro de quarto, agarrou
nas almofadinhas e fê-las voar pelo quarto direitinhas
à cabecinha do seu companheiro de quarto, o qual
ao sentir o impacto foi obrigado a desligar (Por
uns minutos) o famoso roncar dos seus motores.
O Estágio de Sábado
foi normal, nada de especial assinalar. De seguida
fez-se um convívio no Dojo, os praticantes locais
tinham trazido comida e bebida e assim se almoçou.
Havia a idéia de
ir visitar um Castelo medieval, mas decidiu-se e
bem, ir visitar umas grutas em Foix. Um tempo muito
muito bem aproveitado, eram grutas com um pequeno
Rio a correr nas profundezas da Terra. Para vermos
as estalactites e estalagmites da gruta, foi preciso
ir de barco, tipo Bote de Inox, que navegava puxado
pelo barqueiro através duns cabos estendidos ao
longo do Rio. Que espetáculo de grutas, ficámos
deslumbrados com as imagens.
Estava uma temperatura
de verão, céu limpo, ideal para mais umas fresquinhas.
O nosso amigo Ricardo não tinha dormido na noite
anterior, ainda por cima tinha escorregado dentro
da sua casa e magoado o dedo grande do pé. É verdade,
mesmo assim com o dedo magoado, ainda foi treinar
no Estágio durante as 3 horas, isto é o que eu chamo
"Espírito de guerreiro samurai". Pedimos que fosse
descansar para
a
sua casa enquanto nós ficávamos pelo Centro da Cidade.
O nosso Ricardo indicou-nos um Café com Esplanada,
informando-nos que era dum Português.
Ervilhanas,
alcagoitas, amendoins, ervilhenas, usámos todos
este nomes para o empregado transmitir ao seu Patrão,
pois se o Patrão era Português pelo menos um daqueles
nomes deveria saber. O empregado que era Francês
divertia-se e nós também, era uma cena fora do comum
os 5 clientes a rogarem por uns aperitivos. O empregado
dizia-nos que em França não há aperitivos de borla,
se quiserem queijo, azeitonas ou qualquer outra
coisa têm que pagar. Pedimos batatas fritas, que
foram fritar no momento e pagámos, claro.
Ao fim de quase 2 horas e cerca de 4 rodadas eis
que chega o Patrão, falando um claro e inequívoco
Português, o nosso "Patrão", apresentou-se como
sendo de Viana do Castelo e como desculpa, o fato
de ter nascido em França.
Foi desculpado e mais ainda depois de ter oferecido
umas azeitonas e uns pequenos biscoitos, assim é
que é! Ganda Portuga.
O jantar
daquela noite mais pareceu um jantar numa casa de
fados, fomos para casa do Sr. Francês que tinha
dado guarida aos nossos dois companheiros. Uma casa
tipo vivenda de rés-do-chão e 1º andar, muito bonita
e grande.
Numa casa de fados canta-se o fado e usa-se violas,
certo? Pois foi exatamente o que aconteceu naquela
noite, enquanto uns tocavam viola os outros consultavam
o telemóvel para ouvir junto ao ouvido canções de
musicas que os outros estavam a tocar, tentado cantar
em total desafino. Falhavam muito é verdade e os
tocadores de viola não apanhavam o tom dos cantores,
uma autêntica desgraça. Bom, para dar uma ajuda
pedimos ao dono da casa um Pc portátil e assim um
dos maiores cantores de Karaokê do nosso grupo pode
ter acesso às letras das musicas pela Internet,
foi muito mais fácil. A comida?
Era
como numa casa de fados, e assim sendo come-se tarde,
não é verdade? Eram 11 horas da noite e ainda não
havia nada para mastigar, de cervejas já tínhamos
a nossa conta do Café do Português, agora o que
vinha mesmo a calhar bem, era alguma comida.
Quando a carne à bolonhesa chegou já eu tinha decidido
não ingerir qualquer tipo de carne, pela minha má
experiência em comer carne à noite, com três indigestões,
não podia arriscar. A noite não podia ser muito
longa, no outro dia tinha mais uma aula de 3 horas
do Estágio por fazer e a idade já não permite muitas
loucuras. Os meus jantares em minha casa, também
são sempre muito ligeiros, acabei por pedir um pouco
de queijo e com pão fiz uma refeição, mais que suficiente
para aquela noite.
Aquele
que levou com as almofadinhas no quarto, comeu um
prato de Bolonhesa e metade dum frango assado na
brasa, agora o outro, aquele que parecia que tinha
um furo em algum sítio do corpo, surpreendia todos
com a quantidade de comida que conseguia ingerir.
Simplesmente impressionante, o mais magro ou elegante
do grupo, era o que conseguia esconder mais comida
dentro do corpo. Ainda me pergunto, porque é que
nem a barriga lhe crescia com tanta comida ingerida?!
- Em minha casa também sou assim, informou-nos o
nosso amigo.
A noite de sono
foi calma e retemperadora e já não caí mais vez
nenhuma, acreditem. Pela manhã começou o último
dos treinos do Estágio e como o Ricardo tinha exames
para fazer aos seus alunos, nós saímos mais cedo
para tomar o banho e estarmos prontos para de seguida
irmos para o Aeroporto.
No Aeroporto de
Toulouse fizemos uma refeição simples e seguimos
para a zona de embarque. Ainda tivemos tempo para
brincar um pouco com algumas situações estranhas,
como aquela do sujeito que estava a lavar os pés
na lavatório dos lavabos, o que todos estranhámos.
Em Madrid
outra grande situação digna de um filme cómico.
Quando estávamos na fila para o embarque, um jovem
empregado da companhia EasyJet veio até junto dos
passageiros para confirmar os bilhetes e ao mesmo
tempo avisar sobre as dimensões dos troleis (Mala
de viagem pequena e com rodas) de cabine, que segundo
ele eram muito grandes. Ficámos todos preocupados
e ainda mais quando o sujeito começou por não deixar
entrar ninguém, sem primeiro, colocar a mala de
viagem dos passageiros no molde que tinha à entrada.
Mala que não coubesse tinha que ir para o porão
do Avião e pagar 11 euros ou 22€ se fosse com ida
e volta. O nosso amigo "elegante" foi determinado
para o molde, enfiando de uma vez e num movimento
bem forte a sua mala lá dentro, depois, depois é
que foi o problema porque para a tirar fora foi
preciso usar os pés em contra-força. Certo é que
conseguiu passar sem problemas.
A mesma sorte não tiveram outros passageiros que
tiveram que pagar a penalidade, do mesmo mal me
queixo eu que tive de usar umas habilidades para
passar a bolsa da câmara fotográfica. Segundo aquele
empregado eu só poderia levar uma mala nas mãos.
De joelho no chão comecei por tirar algumas coisas
da bolsa e a colocar no Trole, com o empregado numa
luta titânica contra todos os passageiros, bem junto
a mim. Como não cabia tudo dentro da minha mala
de viagem comecei a passar para um dos meus amigos
de viagem e por trás do empregado, algumas das minhas
coisas que vinha dentro daquela bolsa, como por
exemplo a caixinha com as pilhas.
O empregado decidiu ler o livro das regras e pôr
tudo em prática naquela viagem, uma sua colega da
Companhia Aérea também ajudou-me, recebendo por
trás do seu colega alguns dos objetos e passando-os
de seguida para o meu receptor. Que situação mais
ridícula!
De novo
o Vôo saiu atrasado, havia vários passageiros a
reclamar e a tentar resolver os seus problemas para
embarcarem, foi uma desagradável e ridícula situação.
Nunca uma Companhia Aérea tinha levantado problemas
com Bolsas ou pequenos sacos que o passageiro pode
colocar à sua frente junto aos pés.
Mais estúpido ainda, era o fato de sacos de plástico
com compras adquiridas no Aeroporto não serem motivo
de problema e possuírem mais volume que as simples
bolsas.
Recordo ainda que
as cadeiras dos aviões não eram reclináveis?! Será
possível haver aviões sem cadeiras dessas? Quando
pedi papel higiénico porque não havia no WC, responderam-me
que já tinham usado o limite para o Vôo. (?)
Quem foi que andou
de diarréia naquele Vôo? Ainda perguntei.
Low Cost significará
no futuro, trazer uma cadeira de casa e papel higiénico,
talvez sabão e água também?
Com aquela confusão
gerada à entrada para o Avião os seus efeitos repercutiram-se
para dentro do mesmo, de tal modo estava tenso,
que nem reparei que tinha deixado o meu casaco dois
bancos mais à frente. O mesmo banco onde estava
sentado o Presidente da Câmara de Lisboa, o qual
nem notou o reforço da cobertura do seu banco. Provavelmente
também afetado com os problemas que alguns dos seus
acompanhantes experimentaram à entrada.
Um jovem que vinha com ele e que nunca mais dava
entrada no Avião acabou por entrar com o Presidente
a segui-lo. Percebi a razão da demora depois de
ver o saco tipo mochila que o jovem trazia, era
capaz de jurar que o saco transportava um Anão no
seu interior, tais as dimensões. Mas entrou!
Todos
ficámos felizes pelo Ricardo, ele é um bom homem
e merece toda a fortuna do Mundo.
Pessoa inteligente, Ricardo conta ainda com o apoio
de Franceses, que sem margem para dúvidas, não
hesitam em colaborar
com ele e ajudar no que podem.
Um grande abraço
de amizad, é motivo do nosso orgulho.
Teu Mestre e sempre
amigo.
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